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14 janeiro, 2011

Histórias de reveillon

Renata Moreira, amiga recente e muito querida, respondeu ao meu e-mail de ano novo contando uma história que eu achei o máximo. Pedi licença à Renata para reproduzir. Aqui está ela!

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Em 2006, durante meu intercâmbio em US, eu fui para uma festa de ano novo. Lá ninguém veste branco, ano novo é uma festa chique, como qualquer outra. As pessoas procuram vestidos bonitos, brilhosos etc. Eis que eu comprei um vestico com estampa de zebra, todo de cetim. Mas nesse meu ano (2007) realmente deu zebra; sabe quando dá tudo errado? Pois é... Deu!

Em 2007 eu comprei um vestido branco, calcinha amarela e fui 'pro' ano ano... Desde então, deu tudo certo! O ano de 2008 foi ótimo de verdade! No final de 2008, pensei em comprar outra roupa branca, mas olhei para o vestido do ano anterior e pensei "puxa... Nunca mais usei esse vestido. Vou usar de novo".

Resumindo a história: é o terceiro ano novo consecutivo em que passo o ano novo com o mesmo vestido branco. Ano passado coloquei um cinto dourado nele, mas vou usar enquanto me servir. Só compro calcinha nova e deu. O vestido tá garantido!

Mas o principal é o que tu falaste: ter todas as coisas boas que deseja na sua mente, no seu coração, é de lá que tudo vem!

20 setembro, 2010

Neve de ressaca

Fez tanta festa no feriado de 7 de setembro a cãzinha, que a ressaca se estende até agora. Enquanto escrevo, a branquela está lá no quarto, deitadinha em sua caminha preferida. Ontem, quando chegou em casa, a moçoila não tinha forças nem para comer; dormiu feito uma pedra e ainda estava preguiçosa pela manhã. Foi para a Pet cedinho e, obviamente, voltou ainda mais cansada para casa. Mas pelo menos voltou cheirosinha, porque depois do final de semana, Neve virou Lama! Essas são as fotos da moça no sítio em Santa Maria. 

Comendo grama, que nem os cães são de ferro...


Fazendo festa com a Tia Akira, que levou a cãzinha para todos os lugares molhados e enlameados
que ela conhece no sítio


Dormindo enrolada no cobertor, protegida do frio, em cima da esteira

09 agosto, 2010

Parabéns, Mopy!

"Oi, Maninho!

Ontem foi nosso primeiro aniversário. Pena que a gente não pôde comemorar juntos, mas quem sabe no ano que vem não fazemos uma mega festa lá naquele lugar que a gente nasceu? Auauauuuuuuu... Ia ser uma festa do cão, né? Que legal que a gente pode pensar em festas de aniversário... Tem tanto cãozinho vira lata como nós por aí que não consegue nem comer todos os dias e a gente pode pensar em comemorar coisas assim... Volto a dizer, temos muita sorte! Mais uma razão para ficarmos felizes em completar um aninho! Auuuuuuuuu!!!

Um pouquinho antes do aniversário, a Cami's e o Namor conversaram com a Lizi, minha veterinária, e ela me liberou para comer ração de adulto. Comecei comendo tudo misturado e, agora, já como essa ração sozinha, sem misturas. Ainda não sei se gostei dessa comida nova; tem dias que eu como só um pouquinho, outros em que eu como só se misturarem um pãozinho para mim... Nesse final de semana, quase não comi minha ração. É que eu fui tomar banho na Pet nesse sábado e comi ração de todos os outros cãezinhos que estavam lá... Ninguém viu eu fazer isso e ninguém me disse que não podia, então eu comi um montão. Eram comidinhas coloridas tão legais, sabe? Aí, quando eu cheguei em casa, vomitei tudo! A Cami's e o Namor ficaram apavorados com a quantidade de ração que eu devolvi. O Namor até ficou brabo porque me deixaram comer outra ração... Mas é tão mais gostoso comer outra comidinha, né? Você não gosta de comer coisas diferentes?

Eu ganhei uma cama nova, que meus donos compraram no Brique da Redenção, e agora tenho dormido muito melhor. É uma cama fofinha e quentinha, onde eu fico bem acomodada, sem escorregar para o chão, como acontecia com a outra caminha. O Namor e a Cami's sempre me enrolam bem no meu cobertorzinho - eles chamam de "pacotinho de véia" (Já viu isso? Tenho só um ano e eles já me chamam de velha!!) - e eu durmo tão bem que quase não me mexo. Nunca mais pulei para a cama deles de noite, desde que ganhei minha caminha nova. Não tenho coragem de dizer isso, mas a minha cama é muito melhor que a deles, auauau! Tá, confesso que, quando ouço aquele negócio barulhento tocar de manhã (acho que o nome é despertador), eu acordo e cutuco com o Namor com a minha patinha, para ele me deixar dormir com eles um pouquinho. Ele sempre levanta as cobertas para eu subir, mas logo a Cami's acorda para tomar banho, depois o Namor sai da cama e eu fico ali, sozinha, no quentinho. É uma delícia ter aquele camão todinho para mim, ainda mais nesse tempo frio que anda fazendo por aqui! :)

Eu não sinto muito frio, sabe? Acho que é porque, quando a gente nasceu debaixo daquele colchão, fazia um friozão no sítio! Não, Mopy, eu não lembro daquele dia, mas é o que todo mundo diz, que nós nascemos em um dia chuvoso e frio... Au... Au... Estamos acostumados com temperaturas baixas, é isso! Você usa muita roupa nesse inverno? Eu não uso muito, porque se me deixam vestida e sozinha em casa, eu como minha roupinha... É tão divertido! Outro dia, comi uma roupa macia de oncinha, que a Cami's comprou para mim. Desde esse dia, eles nunca mais me deixaram de roupa, a menos que eles estejam em casa, de olho em mim. A Cami's diz que roupa de cachorro custa mais caro do que roupa de gente e é um desperdício gastar tanto dinheiro para eu comer o tecido (e depois vomitar tudo!); ela prefere gastar, então, comprando mais ração para mim... Mas quando ela e o Namor estão em casa, eu uso uma roupinha verde lindinha, bem quentinha, ou então uma roupinha do Grêmio. Tem também a minha capa de chuva, que eu sempre uso quando saio para fazer xixi na chuva. Eu fico tri bonitinha, sabe, Mopy? E é engraçado, a roupa faz barulho quando eu caminho... auauau!

Temos muitas histórias para contar desse nosso primeiro ano de vida, né? A gente se diverte muito, temos uma vida muito legal. Acho que é por isso que eu sou uma cãzinha simpática e "do bem", sempre querendo fazer novos amigos, enchendo todo mundo de lambeijos. Você também é assim, um cachorrinho querido e engraçado, que ganha muitos carinhos quando olha para as pessoas com essa carinha de cãozinho carente... Eu sei que é tudo golpe teu, maninho, mas como eu também não resisto ao teu olhinho 'pidão' de quem quer muitos lambeijos e lambidas, caio sempre no teu truque! 

Feliz aniversário para nós dois, Mopy! Que a gente comemore muitos e muitos aniversários juntos e felizes, com muitos bifinhos, ossinhos e pedacinhos de pão, que nem mesmo os vira latas são de ferro!

Lambeijos,

Neve." 


02 maio, 2010

Coisas que se diz, mas que não se escreve...

Eu sempre disse - e Gustavo fez coro comigo - que não deixaríamos o cachorro subir na cama, quando tivéssemos um. Por seis meses, mais ou menos, fomos suficientemente firmes nessa decisão. Agora...

Primeiro domingo de maio pela manhã: Neve e eu no maior soninho...

A conclusão é: quando se tem um cachorrinho em casa, a maior parte daquilo que se diz não se escreve. Esses bichinhos acabam sempre nos ganhando! 

25 abril, 2010

A "Gangue da Pet"

Essa é ótima! 

Ficamos sabendo quando fomos pegar a Neve na Pet, uns dias atrás, depois do banho dela. Nesse dia em questão, havia uma cadela no cio entre os cachorros que estavam passando o dia na Pet e, por isso, todos eles estavam presos nos canis. Entre eles, estavam a Neve e o Cobaia, um vira-lata que apareceu na Pet uma vez e, como ninguém quis, acabou ficando por lá mesmo. Pois o Cobaião não suportou ficar preso; tanto tentou que conseguiu abrir aporta do canil e, não satisfeito, correu até onde estava a Neve e a soltou também, para que fossem brincar juntos no pátio. Pode uma coisa dessas? Neve já anda barbarizando na Pet Shop!

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Pois Neve e Cobaia formam o que chamamos de Gangue da Pet, da qual fazia parte também o Pulguinha, um mestiço de Shih-Tzu que foi adotado há duas semanas. Sempre que se encontravam na Pet, os três corriam e brincavam sem parar. Mas mesmo com a saída permanente do Pulguinha da Pet Shop, a Gangue permanece dando histórias para contar!!

24 março, 2010

Visita à "tia" cachorreira

Luciana, prima do Gustavo, acaba de se mudar de Cachoeira do Sul para Porto Alegre e está morrendo de saudades de suas cãs Luma e Malu, duas lindas labradoras que não vieram com ela na mudança. No último sábado, fomos jantar no apartamento que ela e o noivo Márcio acabaram de comprar (e onde já estão morando) para conhecer a casa nova e fomos, praticamente, coagidos a levar a Neve conosco. E lá foi a branquela, para mais uma visita inédita em seus meros sete meses de vida.

Neve e Lu, amigas de infância!

Neve se divertiu (como sempre!) e também aprontou - como não poderia deixar de ser. Lambeu todo sal grosso que encontrou pelo chão e, depois de tomar uma tigelona de água, vomitou no meio da sala da Lu!! Ainda bem que os anfitriões são cachorreiros e que o piso deles é fácil de limpar - senão, eu não saberia onde me enfiar!

A cãzinha, torcendo para que sobrasse alguma coisa para ela

A grande pergunta que fica é: será que Neve vai lembrar desse momento e nunca mais vai comer sal grosso do chão??
Posando para foto

Brinde ao novo lar

01 fevereiro, 2010

Fatos pós-operatórios

Neve voltou ótima para casa, sem qualquer resquício do "ajojamento" que tomou conta dela logo após a cirurgia. Não deve ter sentido dor alguma, pois pulou e correu como sempre. Mas...

Logo que retornou, a querídissima deu sinais de que estava com a memória abalada: "esqueceu" o lugar do xixi! Batizou os tapetes do quarto e da cozinha, para nosso desespero. A cada lavada, era um novo xixi no tapetinho. Sem exageros, no final de semana passado, lavamos três vezes cada um dos tapetes. A máquina não parou um minuto sequer!


Como achamos que o sensor canino para detectar locais corretos de xixi poderia estar sendo afetado pelo modelo abajur, optamos por tirá-lo do pescoço e deixá-lo apenas para ocasiões especiais (hora de dormir, por exemplo). Melhorou um pouco, mas mesmo assim a dona Neve se achou no direito de fazer um xixizinho no meio sala - ela deve ter pensado que era um desaforo uma cã operada, ainda com pontos, ter de se levantar e ir até a área de serviço para fazer xixi. Tenha dó!


Mesmo sem o abajur, Neve não mexeu nos pontos. Isso, claro, até a noite de terça para quarta-feira, quando, ao acordar, encontramos uma cãzinha desperta sem o esparadrapo na barriga - e em qualquer outro lugar. Procuramos resquícios do curativo e nada; concluímos que foi parar no buraco negro, digo, estômago da branquela. Só nos restou colocar um micropore para proteger o local (o qual a moçoila fez o favor de comer TAMBÉM) e levar a danada para a Pet, para verificar a extensão do estrago. Resultado: ela engoliu o esparadrapo e a pontinha superior dos pontos, que ficava exposta. Uma vez que ela não havia comido a pontinha de baixo, não houve problemas, já que a veterinária precisava apenas de uma das pontas expostas para poder retirar os pontos (que são internos - intradérmicos, para ser mais exata).

Refeito o curativo, levamos Neve de volta, devida e novamente "abajurzada". Na sexta-feira, ela finalmente retirou os pontos de vez e voltou para casa mais lépida e fagueira do que nunca. A novidade é que ela aprendeu a subir na nossa cama, o que nos obriga a estar de olho para ensinar novas regras de etiqueta caninas. Ah, esses simpáticos e adoráveis cães...

06 janeiro, 2010

O "dia depois de amanhã" chega em "2012"

Procuro não ser alarmista com esse tipo de coisa, mas depois das notícias dessa semana a luz vermelha acendeu. Estou preocupada, de verdade. E acho que a preocupação chegou tarde demais.

Chuvas torrenciais que enchem rios em minutos, derrubam pontes, provocam deslizamentos e causam as maiores enchentes das últimas décadas; vendavais como há muito não se via nos campos de cima da serra (RS); nevascas que param trens, fecham escolas e prendem as pessoas em casa (Europa); tempestades de neve que chegam com intensidade inédita na Ásia; terremotos que provocam tsunamis, que provocam destruições e mortes. Fenômenos que lembram de maneira assustadora o filme O Dia Depois de Amanhã, em que o clima no planeta dá uma reviravolta ultra rápida e quase sepulta a Terra em gelo e água. Pois é! Parece que está acontecendo.

Pode ser exagero meu, mas há quanto tempo mesmo começamos a ouvir falar sobre tsunamis? No final de 2004, uma onda gigante atingiu a Tailândia; de lá para cá, posso citar mais três, no mínimo - todos ocorridos em 2009.

Enchentes, então, nem se fala. Sempre se ouviu falar delas, mas não com a intensidade de agora. Ontem, no JN, matérias mostraram lugares onde a água baixava e subia de novo, baixava e subia... Em 2009, duas enchentes grandes, de chuvas fotíssimas e ininterruptas, aconteceram só no Rio Grande do Sul. O ano começou com pontes desabando, estado de emergência decretado em cidades do interior, milhares de desabrigados e centenas de mortos e desaparecidos. Isso sem falar no calor! O sol queima mesmo na sombra e filtro solar fator 30 já não protege os branquelos como eu.

E enquanto aqui pessoas morrem pelo calor, na Europa e na Ásia já há registros de mortes devido à pior onda de frio enfrentado por esses continentes nas últimas décadas.

Coincidência? Torço muito para que seja, mas não sei não... Nostradamus AFIRMOU que o mundo acabaria em 2012. Fico aqui me perguntando quanto vai custar o embarque na "arca" da salvação... Sera que aceitam cães?

Obviamente não estou achando que o mundo vai acabar, mas tenho convicção que a natureza está se rebelando contra nós (com toda a razão). Só vai piorar, e parar de assistir à televisão, ouvir rádio ou ler notícias na internet não salvará a nossa pele. 

Quando vai acontecer de novo?

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Coisas de cã

Na segunda-feira, Neve fez a segunda anti-rábica e a vacina da gripe. Anda espirrando um pouquinho, mas me parece bem. O que tem  nos preocupado é que ela, simplesmente, não quer mais comer a ração. Já molhamos e esmagamos para deixar mais molinha a comida, pensando que poderia ser por causa dos dentinhos, mas nada mudou. Ela até come se a ração estiver na mão, devora bifinhos e pedacinhos de pão, mas anda recusando a raçãozinha carésima que compramos para ela. Não conseguimos saber qual o problema e estamos preocupados. Embora a veterinária tenha dito que não querer comer não é um problema e insista em dizer que a cãzinha está ótima, que nessa época os cães comem menos e querem menos correria, nós, donos de primeira viagem, levamos essa preocupação para o travesseiro.

04 janeiro, 2010

Tudo novo no reino da "Dinamarcã"!

Neve nunca mais será a mesma depois deste feriado. E nem nós! A cãzinha nos surpreendeu e cativou ainda mais. E tudo começou na noite em que dividiu o quarto com a Eloisa, mãe do Gustavo...

Como íamos viajar na quinta cedinho, Eloisa dormiu lá em casa na quarta-feira. O quarto de hóspedes é o nosso escritório, onde está montado o cercadinho da Neve (refúgio da cã quando não estamos em casa). Como tivemos de fazer um upgrade no cercadinho, uma vez que a branquela cresceu e aprendeu a pular a cerca (literalmente!), ficou complicado de tirá-lo do quarto. A solução foi deixar a Neve lá mesmo, dormindo com a Elô (sim, cada uma na sua respectiva cama, óbvio!). Ela está acostumada a acordar à noite, fazer xixi e cocô, brincar com o frango, roer um ossinho, fazer uma manha... Mas, nessa noite em especial, foi uma lady! Ficou quietinha e aguardou para fazer as necessidades pela manhã, quando saiu do cercadinho. Uma fofa!

A ida para o sítio foi um pouco mais agitada. Como Neve não gosta de andar de carro, fui no banco de trás com ela, já que não sabíamos como seria a reação dela. Demos o Dramin, mas como a veterinária previu, não chegou a dar sono na cã. Ela chorou no início da viagem, dormiu e acordou várias vezes ao longo do caminho, comeu um ossinho de fibra (já que não tinha comido nada antes de sair) e, quando estávamos pertinho do sítio, não aguentou o sacolejo e vomitou (sim, porque o trecho final da rodovia, até Camobi, é uma terra de ninguém. Como não é concedido, os motoristas enfrentam quilômetros de buracos!). Esse foi o único incidente. Na volta, achei que 15 gotinhas era pouco (já que a Neve cospe metade fora) e aumentei para 20 gotas. Boa parte foi fora (outro sim: é uma dificuldade abrir a boca da moça para dar remédio. Ela se nega terminantemente e temos de fazer à força!), mas, dessa vez, fez efeito: ela não enjoôu e dormiu a viagem toda. Esse foi um dos aprendizados: é muito melhor viajar no fim do dia, quando o bichinho já está cansado, do que cedo da manhã, depois de uma relaxante noite de sono!

No sítio
Neve mal colocou os pés na grama do sítio e saiu a correr atrás dos outros cachorros. Bainha, a mãe dela, até procurou ser carinhosa, mas quando a Neve enxergou as tetinhas dela dando sopa e tentou mamar, Bainha rosnou severamente e deu as costas para a filha (e foi assim durante todo o final de semana. Ela não quis saber dos filhos!). Já a Akira (a collie dos dindos) e o Mopy (irmãozinho da Neve, que mora em Caxias com a Jamile, prima do Gustavo) foram os grandes companheiros da Neve nesses dias. Os três correram até não poder mais, morderam o pescoço e a orelha um do outro, perderam (mais!) dentes, comeram todas as porcarias que encontraram pela frente e aprontaram o que puderam.


Neve e Mopy na sala, posando para fotos


A Neve, em particular, fez duas grandes travessuras:

- No primeiro dia no sítio (ou seja, no dia 31), saiu correndo campo a fora atrás da Akira e foi parar dentro de uma vala mega fedida no meio do mato. Voltou metade preta e metade branca, com a língua de fora e o rabo abanando. Foi direto para dentro do tanque tomar banho frio para tirar o fedor! Essa foi uma das nossas descobertas: ela fica mesmo quietinha para tomar banho, se deixa ser ensaboada e esfregada numa boa e não chora com o secador de cabelos. Uma gracinha!

- No sábado, aconteceu a travessura mais engraçada: estávamos conversando na área e deixamos os cachorrinhos presos pela guia nos pés das cadeiras de praia. Em algum momento, esquecemos disso e o Gustavo acabou levantando da cadeira. Pois bem: eis que passa um carro na faixa, Akira late e sai em disparada para o portão; a Neve, claro, resolve ir atrás. Quando ela tenta sair correndo, a cadeira se fecha e dá um susto na cãzinha, que resolve correr ainda mais, de medo. Imaginem a cena: a cachorrinha correndo desesperada, puxando uma cadeira de praia, que batia nas britas e fazia um mega barulhão. Cena típica de "Marley e eu"! Quanto mais barulho fazia, mais a Neve corria e mais a cadeira batia, fazendo a cãzinha correr ainda mais. Virou uma bola de neve (ok, trocadilho infame, sorry)! Acabei tendo de me colocar na frente dela para conseguir segurá-la e o resultado foi uma "cadeirada" na canela que me fez ver estrelas!

O que descobrimos sobre a Neve
- É bem mais leve e magrinha que o irmãozinho Mopy (pesa 5,6Kg contra 8,8Kg do peludão), mas em compensação, corre duas vezes mais rápido que ele.


Vejam o que é a diferença de tamanho das patinhas!

- Tem uma personalidade meio felina: é independente, decidida e nada manhosa. Também é bastante tranquila e corajosa; enquanto a Akira, com todo aquele tamanho, se apavorou com os fogos, Neve ficou quietinha ouvindo os estouros, apenas com as orelhas erguidas. E ainda posou para fotos comigo e o Namor, a Jamile e o maninho Mopy!


Comigo e o Gustavo na noite de 31 de dezembro


Com a Jamile e o Mopy na mesma noite

- É muito sociável, gosta tanto de animais quanto de pessoas e vai tranquilamente no colo de todos. Aí sim, ela suspira, se aninha e dorme aquele soninho...


Assim como eu, Neve não resiste a uma sonequinha depois do almoço...

- É muito educada e comportada: não fez xixi nem cocô em nenhum lugar indevido (fez tudo direitinho na grama), dormiu quieitinha na lavanderia junto com a Bainha, não fez nenhuma bagunça e não ficou latindo insistentemente. Repito: Neve é uma lady!


No pátio, sempre esbelta

- É mesmo da espécie canina: estimulada pelos outros cachorros, correu atrás das vacas para espantá-las do pátio, caçou passarinhos (a mãe dela tem esse mesmo mau hábito), cavocou a terra e comeu grama e latiu forte para todos os estranhos que circularam pelo sítio. Ela tem um latido de respeito!
- Não mostra os dentes para qualquer um: abrir a boca da cãzinha para tomar remédio é um parto e escovar os dentes, nem pensar! Ela é bem limpinha e adora um banho, mas acho que pensa que escovar os dentes já é demais para um cachorro. Nós não vamos desistir, mas vai ser uma dura tarefa...
- É uma modelo nata: sai fazendo pose para qualquer máquina fotográfica que pare na frente dela!


Pose com o irmãozinho... (ou melhor: irmãozão!)

A paternidade da Neve
Essa foi a grande descoberta do feriado: Neve é bastarda! Embora tenha nascido na mesma ninhada, não é filha do mesmo pai dos outros filhotes. Bem que desconfiamos; ela é diferente dos irmãos: tem outra cor, outro porte e outro comportamento. O nome do pai nós não sabemos, mas Jamile conseguiu fotografá-lo em uma de suas visitas sorrateiras ao sítio... Esse é o pai da branquela: eles não são parecidos?


As orelhas em pé são herança também do pai... E a cor, nem se fala!

30 outubro, 2009

Todas as fases da vida

Eu me lembro de inúmeras festas de 15 anos a que fui convidada na minha adolescência. Entre os 15 e os 17 anos, choviam convites para esse tipo de evento. A mais marcante - depois da minha, claro - foi a da minha amiga Kizzy, em uma casa de festas aqui em Porto.

Depois teve a fase vestibular. Por alguns anos, conferi religiosamente o listão de aprovados a cada divulgação, à procura de nomes conhecidos. Foi por muito tempo que tive boas surpresas nos listões da UFRGS, PUCRS, Unisinos, Ulbra, Fargs, São Judas...

Aí, quem entra na faculdade, um dia sai. E com isso, veio a fase das formaturas. Essa foi ótima! Às vezes, tínhamos três na mesma semana. Não consigo me lembrar de todas, mas lembro de uma cuja festa foi coletiva no jóquei clube que tinha cardápio ótimo (detalhe: não lembro quem era o formando!). Drica e Robledo se formaram juntos e os amigos tiveram de se dividir entre as recepções; o Rodrigo Campos, marido da minha amiga Giana, que se formou em Porto Alegre antes de voltar para o Rio, fez uma festa simples mas divertidíssima; lembro dos Trigêmeos em uma mesa enorme, morrendo de rir de qualquer bobagem dita.

Agora estamos entre a fase casamento / batizados, ainda pendendo para a primeira. Germana, amiga querida que pegou meu buquê quando casei, ficou noiva recentemente; Debby's, minha madrinha de casamento, que acompanhou todo o início do meu namoro com o Gustavo, casa agora em novembro. Fui ao Chá de Panelas dela no final de semana passado... Vini e Karen, que foram padrinhos do Gustavo, já moram juntos, mas o casamento sai em breve. Roberta e Piva também estão na fase de preparativos. Acabaram de comprar o apartamento juntos e como quem casa quer casa... O enlace também não deve demorar. Em Brasília, Drica e Vinícius entraram de cabeça na aventura da vida a dois esse ano.














Chá de Panelas da Debby's

Esse mês, minha irmã Carolina e meu cunhado Marcelo completam três anos de casados. Em fevereiro, somos Gustavo e eu que comemoramos esses três anos. Giana e Rodrigo fecham dois em abril; Audrei e Felipe, em setembro. Nesse mesmo mês, Kizzy e Ricardo comemoram cino anos. Em novembro, Sabrina e Corajoso, os recordistas entre os meus amigos, fecham seis anos de casados.
Mas enquanto uns casam, os já casados vão tratando de aumentar a família. Sim, claro, alguns começam com o cachorro... Mas outros deixam o ensaio de lado e partem direto para a estréia. Que coragem! Por isso, sei que daqui a pouco começará a fase dos batizados. E os primeiros serão Deize e Adriano, que estão esperando um menino a quase cinco meses. Logo, começarão também as festas infantis, primeira comunhão, 15 anos...

E o ciclo volta a girar.