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24 março, 2010

Visita à "tia" cachorreira

Luciana, prima do Gustavo, acaba de se mudar de Cachoeira do Sul para Porto Alegre e está morrendo de saudades de suas cãs Luma e Malu, duas lindas labradoras que não vieram com ela na mudança. No último sábado, fomos jantar no apartamento que ela e o noivo Márcio acabaram de comprar (e onde já estão morando) para conhecer a casa nova e fomos, praticamente, coagidos a levar a Neve conosco. E lá foi a branquela, para mais uma visita inédita em seus meros sete meses de vida.

Neve e Lu, amigas de infância!

Neve se divertiu (como sempre!) e também aprontou - como não poderia deixar de ser. Lambeu todo sal grosso que encontrou pelo chão e, depois de tomar uma tigelona de água, vomitou no meio da sala da Lu!! Ainda bem que os anfitriões são cachorreiros e que o piso deles é fácil de limpar - senão, eu não saberia onde me enfiar!

A cãzinha, torcendo para que sobrasse alguma coisa para ela

A grande pergunta que fica é: será que Neve vai lembrar desse momento e nunca mais vai comer sal grosso do chão??
Posando para foto

Brinde ao novo lar

01 fevereiro, 2010

Fatos pós-operatórios

Neve voltou ótima para casa, sem qualquer resquício do "ajojamento" que tomou conta dela logo após a cirurgia. Não deve ter sentido dor alguma, pois pulou e correu como sempre. Mas...

Logo que retornou, a querídissima deu sinais de que estava com a memória abalada: "esqueceu" o lugar do xixi! Batizou os tapetes do quarto e da cozinha, para nosso desespero. A cada lavada, era um novo xixi no tapetinho. Sem exageros, no final de semana passado, lavamos três vezes cada um dos tapetes. A máquina não parou um minuto sequer!


Como achamos que o sensor canino para detectar locais corretos de xixi poderia estar sendo afetado pelo modelo abajur, optamos por tirá-lo do pescoço e deixá-lo apenas para ocasiões especiais (hora de dormir, por exemplo). Melhorou um pouco, mas mesmo assim a dona Neve se achou no direito de fazer um xixizinho no meio sala - ela deve ter pensado que era um desaforo uma cã operada, ainda com pontos, ter de se levantar e ir até a área de serviço para fazer xixi. Tenha dó!


Mesmo sem o abajur, Neve não mexeu nos pontos. Isso, claro, até a noite de terça para quarta-feira, quando, ao acordar, encontramos uma cãzinha desperta sem o esparadrapo na barriga - e em qualquer outro lugar. Procuramos resquícios do curativo e nada; concluímos que foi parar no buraco negro, digo, estômago da branquela. Só nos restou colocar um micropore para proteger o local (o qual a moçoila fez o favor de comer TAMBÉM) e levar a danada para a Pet, para verificar a extensão do estrago. Resultado: ela engoliu o esparadrapo e a pontinha superior dos pontos, que ficava exposta. Uma vez que ela não havia comido a pontinha de baixo, não houve problemas, já que a veterinária precisava apenas de uma das pontas expostas para poder retirar os pontos (que são internos - intradérmicos, para ser mais exata).

Refeito o curativo, levamos Neve de volta, devida e novamente "abajurzada". Na sexta-feira, ela finalmente retirou os pontos de vez e voltou para casa mais lépida e fagueira do que nunca. A novidade é que ela aprendeu a subir na nossa cama, o que nos obriga a estar de olho para ensinar novas regras de etiqueta caninas. Ah, esses simpáticos e adoráveis cães...

04 janeiro, 2010

Tudo novo no reino da "Dinamarcã"!

Neve nunca mais será a mesma depois deste feriado. E nem nós! A cãzinha nos surpreendeu e cativou ainda mais. E tudo começou na noite em que dividiu o quarto com a Eloisa, mãe do Gustavo...

Como íamos viajar na quinta cedinho, Eloisa dormiu lá em casa na quarta-feira. O quarto de hóspedes é o nosso escritório, onde está montado o cercadinho da Neve (refúgio da cã quando não estamos em casa). Como tivemos de fazer um upgrade no cercadinho, uma vez que a branquela cresceu e aprendeu a pular a cerca (literalmente!), ficou complicado de tirá-lo do quarto. A solução foi deixar a Neve lá mesmo, dormindo com a Elô (sim, cada uma na sua respectiva cama, óbvio!). Ela está acostumada a acordar à noite, fazer xixi e cocô, brincar com o frango, roer um ossinho, fazer uma manha... Mas, nessa noite em especial, foi uma lady! Ficou quietinha e aguardou para fazer as necessidades pela manhã, quando saiu do cercadinho. Uma fofa!

A ida para o sítio foi um pouco mais agitada. Como Neve não gosta de andar de carro, fui no banco de trás com ela, já que não sabíamos como seria a reação dela. Demos o Dramin, mas como a veterinária previu, não chegou a dar sono na cã. Ela chorou no início da viagem, dormiu e acordou várias vezes ao longo do caminho, comeu um ossinho de fibra (já que não tinha comido nada antes de sair) e, quando estávamos pertinho do sítio, não aguentou o sacolejo e vomitou (sim, porque o trecho final da rodovia, até Camobi, é uma terra de ninguém. Como não é concedido, os motoristas enfrentam quilômetros de buracos!). Esse foi o único incidente. Na volta, achei que 15 gotinhas era pouco (já que a Neve cospe metade fora) e aumentei para 20 gotas. Boa parte foi fora (outro sim: é uma dificuldade abrir a boca da moça para dar remédio. Ela se nega terminantemente e temos de fazer à força!), mas, dessa vez, fez efeito: ela não enjoôu e dormiu a viagem toda. Esse foi um dos aprendizados: é muito melhor viajar no fim do dia, quando o bichinho já está cansado, do que cedo da manhã, depois de uma relaxante noite de sono!

No sítio
Neve mal colocou os pés na grama do sítio e saiu a correr atrás dos outros cachorros. Bainha, a mãe dela, até procurou ser carinhosa, mas quando a Neve enxergou as tetinhas dela dando sopa e tentou mamar, Bainha rosnou severamente e deu as costas para a filha (e foi assim durante todo o final de semana. Ela não quis saber dos filhos!). Já a Akira (a collie dos dindos) e o Mopy (irmãozinho da Neve, que mora em Caxias com a Jamile, prima do Gustavo) foram os grandes companheiros da Neve nesses dias. Os três correram até não poder mais, morderam o pescoço e a orelha um do outro, perderam (mais!) dentes, comeram todas as porcarias que encontraram pela frente e aprontaram o que puderam.


Neve e Mopy na sala, posando para fotos


A Neve, em particular, fez duas grandes travessuras:

- No primeiro dia no sítio (ou seja, no dia 31), saiu correndo campo a fora atrás da Akira e foi parar dentro de uma vala mega fedida no meio do mato. Voltou metade preta e metade branca, com a língua de fora e o rabo abanando. Foi direto para dentro do tanque tomar banho frio para tirar o fedor! Essa foi uma das nossas descobertas: ela fica mesmo quietinha para tomar banho, se deixa ser ensaboada e esfregada numa boa e não chora com o secador de cabelos. Uma gracinha!

- No sábado, aconteceu a travessura mais engraçada: estávamos conversando na área e deixamos os cachorrinhos presos pela guia nos pés das cadeiras de praia. Em algum momento, esquecemos disso e o Gustavo acabou levantando da cadeira. Pois bem: eis que passa um carro na faixa, Akira late e sai em disparada para o portão; a Neve, claro, resolve ir atrás. Quando ela tenta sair correndo, a cadeira se fecha e dá um susto na cãzinha, que resolve correr ainda mais, de medo. Imaginem a cena: a cachorrinha correndo desesperada, puxando uma cadeira de praia, que batia nas britas e fazia um mega barulhão. Cena típica de "Marley e eu"! Quanto mais barulho fazia, mais a Neve corria e mais a cadeira batia, fazendo a cãzinha correr ainda mais. Virou uma bola de neve (ok, trocadilho infame, sorry)! Acabei tendo de me colocar na frente dela para conseguir segurá-la e o resultado foi uma "cadeirada" na canela que me fez ver estrelas!

O que descobrimos sobre a Neve
- É bem mais leve e magrinha que o irmãozinho Mopy (pesa 5,6Kg contra 8,8Kg do peludão), mas em compensação, corre duas vezes mais rápido que ele.


Vejam o que é a diferença de tamanho das patinhas!

- Tem uma personalidade meio felina: é independente, decidida e nada manhosa. Também é bastante tranquila e corajosa; enquanto a Akira, com todo aquele tamanho, se apavorou com os fogos, Neve ficou quietinha ouvindo os estouros, apenas com as orelhas erguidas. E ainda posou para fotos comigo e o Namor, a Jamile e o maninho Mopy!


Comigo e o Gustavo na noite de 31 de dezembro


Com a Jamile e o Mopy na mesma noite

- É muito sociável, gosta tanto de animais quanto de pessoas e vai tranquilamente no colo de todos. Aí sim, ela suspira, se aninha e dorme aquele soninho...


Assim como eu, Neve não resiste a uma sonequinha depois do almoço...

- É muito educada e comportada: não fez xixi nem cocô em nenhum lugar indevido (fez tudo direitinho na grama), dormiu quieitinha na lavanderia junto com a Bainha, não fez nenhuma bagunça e não ficou latindo insistentemente. Repito: Neve é uma lady!


No pátio, sempre esbelta

- É mesmo da espécie canina: estimulada pelos outros cachorros, correu atrás das vacas para espantá-las do pátio, caçou passarinhos (a mãe dela tem esse mesmo mau hábito), cavocou a terra e comeu grama e latiu forte para todos os estranhos que circularam pelo sítio. Ela tem um latido de respeito!
- Não mostra os dentes para qualquer um: abrir a boca da cãzinha para tomar remédio é um parto e escovar os dentes, nem pensar! Ela é bem limpinha e adora um banho, mas acho que pensa que escovar os dentes já é demais para um cachorro. Nós não vamos desistir, mas vai ser uma dura tarefa...
- É uma modelo nata: sai fazendo pose para qualquer máquina fotográfica que pare na frente dela!


Pose com o irmãozinho... (ou melhor: irmãozão!)

A paternidade da Neve
Essa foi a grande descoberta do feriado: Neve é bastarda! Embora tenha nascido na mesma ninhada, não é filha do mesmo pai dos outros filhotes. Bem que desconfiamos; ela é diferente dos irmãos: tem outra cor, outro porte e outro comportamento. O nome do pai nós não sabemos, mas Jamile conseguiu fotografá-lo em uma de suas visitas sorrateiras ao sítio... Esse é o pai da branquela: eles não são parecidos?


As orelhas em pé são herança também do pai... E a cor, nem se fala!

20 dezembro, 2009

Neve e a Árvore de Natal



Quem já assistiu a Marley e Eu não vai ter dificulades para visualizar a cena: a porta da casa abre como de costume, os donos entram despreocupados e se deparam com um cenário de guerra na sala do apartamento. Inesperadamente, a cachorrinha, que deveria estar quietinha em seu cercadinho, aparece abanando o rabinho na maior felicidade, com cara de quem teve o melhor dos dias e quer compartilhar sua alegria com os outros dois membros da sua matilha. E enquanto ela pula faceirinha nas pernas de ambos, os dois olham desolados para os enfeites da árvore de Natal espalhados pela casa, totalmente despedaçados.

Pois foi isso que aconteceu na semana passada, bem no dia do aniversário do Gustavo. Chegamos em casa e, para nossa surpresa, Neve veio nos receber na porta de casa. Na hora, pensamos: "AI!" A surpresa seguinte foi ver pedaços de isopor, papel laminado, fitas e outros materiais não-identificados cobrindo o chão da sala, da cozinha, do escritório, do nosso quarto e ATÉ DA NOSSA CAMA, onde Neve não tem permissão para subir. Resumo da ópera: a espertinha encontrou um jeitinho de pular fora do cercadinho e fez a festa. Arrancou todas as bolinhas, pacotinhos, tambores e laços que alcançou na nossa árvore. Destroçou cada um e foi deixando os rastros pela casa. Chegou a arrancar da árvore um dos alces de pelúcia (que são meu xodó), mas aparentemente não viu tanta graça nele e o deixou de lado.

Mas o que mais nos deixou de queixo caído foi que ela conseguiu levar para cima da cama uma ovelha de lã, grande e pesada, que colocamos embaixo da árvore. Como ela conseguiu fazer isso ainda é uma incógnita. Imagino que a empolgação pela liberdade e os novos "brinquedos" deram uma força extra à cãzinha (ou então alguém entrou em casa e levou a ovelha para lá, só pode!). E para concluir, quando chegamos no quarto, com medo do que iríamos encontrar lá, demos de cara com a dona Neve deitada em nossa cama na maior folga, balançando o rabinho do lado da ovelha e de uma pocinha de xixi, porque claro, devia estar tão legal lá em cima que ela não se deu ao trabalho de descer para ir ao seu "banheiro" (se bem que, desconfiamos, o xixi pode ter escapado quando ela ouviu nosso "Não!!!" enfático ao vê-la onde não devia).

Acho que ficamos tão chateados que a Neve entendeu o recado. Colocamos a moça na casinha para poder arrumar a bagunça e ela ficou lá, nos olhando com o canto dos olhos, com cara de culpada. Fiquei morrendo de pena, confesso, mas se eu a tirasse de lá, o líder da matilha brigaria comigo também. O que nos restou foi limpar a casa, redistribuir os enfeites restantes pela árvore (hoje nem parece que ela sofreu um ataque canino!) e ir tomar banho com quase uma hora de atraso para o jantar de aniversário do Namor. Pouscos minutos depois de eu entrar o banho, vi o Gustavo e a Neve rolando no chão, como se nada tivesse acontecido. Não pude evitar um UFA! aliviado quando vi a cena. :-)

E como disse para o Gustavo, para nós pode até ter sido triste o cenário que encontramos ao chegar em casa, mas a Neve, sem dúvida, teve um grande dia. Ah, se teve...


Em tempo: dois dias depois, Neve ainda estava fazendo cocô decorado. Não sei como o aparelho digestivo desse bichinho aguenta tanta porcaria!!

16 novembro, 2009

Vamos passear na floresta, enquanto seu lobo não vem!

Nesse domingo, levamos a Neve para visitar nossas mães. Não que ela estivesse prevista no passeio, mas minha irmã insistiu, minha mãe liberou, e nós achamos que seria legal passear com a cãzinha. E foi, realmente. Mas que função!

Primeiro, tivemos de levar uma sacola cheia de brinquedos, jornal, coleira, potinho de água, bifinhos e tudo o mais que fosse necessário para deixar a moça calminha no novo ambiente. Deu certo, porque ela não fez xixi nem cocô em nenhuma das duas casas e ainda se divertiu muito no espaço novo, principalmente na casa da minha mãe, que tem um enorme corredor para ela correr.

Mas não adianta: Neve não gosta de andar de carro. Ela chora, resmunga, enjoa... Um sofrimento só! Ao chegar na garagem da minha mãe, vomitou toda a ração que tinha comido pela manhã (E pasmem! Euzinha, que morro de nojo de vômito, peguei um jornal e recolhi tudinho, sem fazer cara feia. Estágio pré-filhos está dando certo...). Já na Eloisa, fez xixi no elevador... Ok, mas ela preservou as casas maternas, o que achamos muito bom. De qualquer forma, achei um pouco cruel com ela fazer toda essa peregrinação. E fato é que não poderemos viajar tão cedo sem um frasco de Dramin conosco...

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Estamos em treinamento no uso de coleira para o primeiro passeio na rua, que deve acontecer no final de semana que vem. Aos poucos, Neve vai entendendo o que deve fazer e como precisa se comportar com a coleirinha no pescoço; tenta sair correndo na nossa frente, mas desde que a Tia do SOE esteve lá em casa, não aceitamos nada menos do que a moça andando na linha!

21 outubro, 2009

Primeira grande travessura

Ontem Neve fez sua primeira travessura significativa, no nosso ponto de vista: roeu parte do rodapé do corredor. Menos mal que o pintor já está agendando para ir lá em casa pintar as janelas, então pode retorcar o rodapé. De qualquer forma, já enchemos os cantinos de Bite Stop para inibir o espírito roedor da moça.