Mostrando postagens com marcador Saúde canina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde canina. Mostrar todas as postagens

10 março, 2010

COPROFAGIA: aconteceu com a minha cã!

Tão logo voltamos de férias, descobrimos que dona Neve estava com novos hábitos alimentares: fezes. Ou melhor: suas fezes! Descobrir isso foi, para mim, mais traumático do que ver a cãzinha comendo seu próprio vômito.

Foi minha irmã quem primeiro encontrou a branquela no meio de uma refeição. Antes de ligar para a veterinária, apelamos para o Dr. Google, em cujo "consultório" descobrimos que o ato de comer cocô chama-se coprofagia e é relativamente comum que alguns cachorros façam isso. As razões variam de digestivas a comportamentais e não conseguimos identificar o real motivo de a Neve ter entrado nessa. O jeito foi incluir a branquela em um programa de desintoxicação urgente!

O programa é simples: misturar na ração, durante 15 dias, um comprimido de Coprovet, que deixa as fezes com um gosto ruim e inibe que o cachorro a coma. Percebi que, nos primeiros dias do remédio, Neve ainda "saboreou uns cocozinhos", mas ontem já não tivemos mais surpresas. Aliás, ela chegou mesmo a vomitar depois de tentar comer cocô de novo. Um alívio! 

Confesso que nem se trata tanto de nojo. É que não consigo imaginar a Neve me dando "lambeijos" depois de uma refeição tão... exótica. E vamos combinar: a ração dela é a ProPlan, da Purina, que é considerada uma das melhores rações para filhotes. Não aceito que ela troque uma comida cara dessas por COCÔ!!!! 

***********************************
Coprofagia: no site http://www.bitcao.com.br/ há uma explicação clara e super completa sobre este hábito, além de uma descrição detalhada da ação do Coprovet, que é o único-anticoprofágico fabricado no Brasil.

01 fevereiro, 2010

Fatos pós-operatórios

Neve voltou ótima para casa, sem qualquer resquício do "ajojamento" que tomou conta dela logo após a cirurgia. Não deve ter sentido dor alguma, pois pulou e correu como sempre. Mas...

Logo que retornou, a querídissima deu sinais de que estava com a memória abalada: "esqueceu" o lugar do xixi! Batizou os tapetes do quarto e da cozinha, para nosso desespero. A cada lavada, era um novo xixi no tapetinho. Sem exageros, no final de semana passado, lavamos três vezes cada um dos tapetes. A máquina não parou um minuto sequer!


Como achamos que o sensor canino para detectar locais corretos de xixi poderia estar sendo afetado pelo modelo abajur, optamos por tirá-lo do pescoço e deixá-lo apenas para ocasiões especiais (hora de dormir, por exemplo). Melhorou um pouco, mas mesmo assim a dona Neve se achou no direito de fazer um xixizinho no meio sala - ela deve ter pensado que era um desaforo uma cã operada, ainda com pontos, ter de se levantar e ir até a área de serviço para fazer xixi. Tenha dó!


Mesmo sem o abajur, Neve não mexeu nos pontos. Isso, claro, até a noite de terça para quarta-feira, quando, ao acordar, encontramos uma cãzinha desperta sem o esparadrapo na barriga - e em qualquer outro lugar. Procuramos resquícios do curativo e nada; concluímos que foi parar no buraco negro, digo, estômago da branquela. Só nos restou colocar um micropore para proteger o local (o qual a moçoila fez o favor de comer TAMBÉM) e levar a danada para a Pet, para verificar a extensão do estrago. Resultado: ela engoliu o esparadrapo e a pontinha superior dos pontos, que ficava exposta. Uma vez que ela não havia comido a pontinha de baixo, não houve problemas, já que a veterinária precisava apenas de uma das pontas expostas para poder retirar os pontos (que são internos - intradérmicos, para ser mais exata).

Refeito o curativo, levamos Neve de volta, devida e novamente "abajurzada". Na sexta-feira, ela finalmente retirou os pontos de vez e voltou para casa mais lépida e fagueira do que nunca. A novidade é que ela aprendeu a subir na nossa cama, o que nos obriga a estar de olho para ensinar novas regras de etiqueta caninas. Ah, esses simpáticos e adoráveis cães...

21 janeiro, 2010

Quando só o rabinho balança...

Por volta das 12h de ontem, a veterinária da Neve avisou ao Gustavo que a cirurgia havia terminado e que tudo tinha corrido bem. O procedimento durou 45 minutos e, pouco depois de encerrado, Neve já estava acordando. A primeira parte da grande aventura havia acabado.

No final do dia, fomos visitá-la na Pet. Ela estava deitadinha na "recuperação", em uma gaiolinha onde estavam a caminha dela, água e comida. Quando nos viu, ela só balançou o rabinho e continuou deitadinha, nos olhando. Não vou negar que o coração apertou; ainda bem que o rabinho balançou para nós...

Essa foi a segunda parte desse momento na vida na Neve: a recuperação. Ela ainda estava abatida por causa da anestesia e de todo o procedimento, tinha um curativo na barriga para esconder os pontos e uma agulha na patinha, por onde são ministrados os remédios. E além disso, estava meio tristinha por ter que ficar presa, já que ela está tão acostumada a correr solta pela Pet. Até a hora que fomos embora, ela ainda não tinha comido nada, mas bebeu água com a nossa ajuda, procurou uma posição melhor na caminha e dormiu. A veterinária garantiu que ela não estava sentindo dor (cães também tomam analgésicos!). Se hoje ela estiver mais animadinha, a Liziane irá liberá-la da recuperação e ela vai poder ficar solta, em observação. Hoje também vamos saber como ela vai reagir com o curativo na barriga: se ela tentar mexer nele, terá de colocar o "abajur" no pescoço, para não abrir os pontos.

Mais para o meio da manhã eu vou ligar para saber como ela passou a noite. E claro, faremos nova visita no fim do dia. Não vejo a hora de levar nossa cãzinha para casa!

20 janeiro, 2010

Uma cãzinha na mesa de cirurgia

Hoje, às 11h, acontece a cirurgia de castração da Neve. Deixamos a braquela cedinho na clínica da Pet Shop, em jejum e de banho tomado, pronta para o procedimento. Ontem ela fez um hemograma, para verificar se não havia nada que impedisse a cirurgia, e está tudo ok. Então, será mesmo daqui a pouco que a Neve irá protagonizar mais um importante acontecimento em seus cincos meses de vida.

Gostamos muito da veterinária que atende nossa cãzinha e ela nos deixou bem tranquilos quanto ao procedimento. Sabemos quem fará a anestesia (que é por inalação, o que faz com que os cachorrinhos acordem sem grandes demoras e com poucas reações) e já nos informamos sobre os passos seguintes à cirurgia. É algo super simples mesmo, não requer nada além dos cuidados padrão: o famoso "abajur" no pescoço, para que ela não lamba os pontos, antibióticos e anti-inflamatórios habituais e nada de banho por dez dias. A alimentação é normal. Poderíamos levá-la para casa hoje mesmo, mas como não queremos deixá-la operada e sozinha por duas tardes seguidas, vamos buscá-la no final da sexta-feira, quando poderemos ficar com ela no final de semana. Tudo planejado e calculado!

Claro, vamos visitá-la hoje no final do dia, provavelmente na quinta também. E a veterinária vai nos ligar assim que terminar o procedimento, para nos dizer como foi. Cães não precisam de familiares ao lado nesses momentos (pelo menos não quando é tudo programado e preparado), mas não vamos deixar a branquela lá, sozinha, como se não tivesse donos.

Vamos sentir saudades daquele barulhinho de patinhas no piso todas as noites e manhãs, mas dois dias passam rápido. E amanhã trago os updates da cirurgia.

******************
Por que os veterinários recomendam a castração?
Todos os veterinários com quem falamos ficaram bem aliviados quando dissemos que queríamos castrar a Neve. Dava para sentir que eles estavam prontos para nos convencer a fazer! Natasha Duarte, a "tia do SOE", da Luther Centro de Lazer e Comportamento Canino, também é totalmente a favor. Na internet, há diversos sites bem legais explicando os benefícios da castração, e um que eu li, gostei e recomendo é o Webanimal (http://www.webanimal.com.br/), que traz um artigo bem interessante da veterinária Silvia Parisi. Ela desvenda mitos e verdades e traz orientações importantes a respeito. 

Nós optamos pela castração da Neve porque não pretendemos que ela dê cria. Não temos intenção de deixá-la acasalar - até porque não temos como atender, em um apartamento, uma cadela grávida - e, assim, não há porque deixá-la passar por todos os incômodos e riscos de animais no cio. Em cadelas não castradas, são maiores as chances de câncer de mama, doenças uterinas, gravidez psicológica e até mesmo uma gravidez indesejada. Além disso, o cio é sofrido para ela e complicado para os donos, especialmente para os que passam tempo fora de casa, porque as cadelas também menstruam. A castração controla a natalidade e evita o aumento no número de cachorros de rua, mas acima de tudo, garante uma vida adulta muito mais saudável para os animaizinhos. É isso que queremos para a Neve!